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  • marciavianayoga

O Yoga, a Mulher e a Lua



O Sol toca o nosso corpo, mas a Lua… a Lua toca a nossa Alma! Bem lá no fundo do nosso âmago! É inegável esta relação da mulher com o satélite natural do nosso lindo planeta Terra. Ela, a Lua, é feminina, fluida e fresca e manifesta-se na nossa própria ciclicidade. As suas fases são as nossas fases. Por dentro e por fora.


Sinto o seu chamado desde aqueles dias sentada na janela com a minha mãe. Sem saber bem porquê, a sua magia atrai o meu olhar e de repente deixo de ser dona dos meus pensamentos. Horas passam em contemplação absoluta. Dou por mim a ser sugada pelo seu poder magnético e a render-me ao seu encanto. E quando no céu não a encontro, é porque a Lua habita em mim e estou nos meus “dias de lua”.


“A minha Lua”. Sempre foi a minha Lua. Que também é tua, e é de todas nós. Porque independentemente da fase deste ciclo, ela expressa-se através de nós. Somos mulheres, e as mulheres são cíclicas, lunares, de fases. Somos de Luas!


O Yoga pode e deve contemplar esta energia que a Lua emana e este poder que ela exerce sobre nós, o nosso corpo e a nossa própria energia vital. Existem mesmo, estilos de Yoga onde não se praticam asanas (posturas) nos picos da Lua. Enquanto praticante de Hatha Yoga nunca deixei de praticar durante a Lua Nova ou a Lua Cheia, mas enquanto mulher adulta, percebi a importância de ajustar a minha prática e a dos meus alunos a estas energias que nos chegam vindas do céu.


Deixo-te abaixo um pequeno guia para poderes ajustar a tua prática às fases da Lua:


LUA NOVA

A Lua Nova traz a energia do recolhimento, da introspeção e do silenciar-se. É um momento de força uterina e de exacerbação da intuição. Esta é a fase de plantar as sementes dos nossos futuros sonhos. É o melhor momento para fazermos planos sobre o que queremos da vida.

A Lua nova está associada ao elemento éter, ao espaço, ao vazio, mas na verdade é o solo fértil de todas as possibilidades. É neste espaço que tudo pode acontecer.

Corresponde à fase Menstrual do nosso ciclo e tem como arquétipo da deusa a Anciã. Nesta fase a nossa prática deve ser leve, restaurativa e contemplativa, focada em estabelecer intenções.


QUARTO CRESCENTE

O Quarto Crescente representa um momento de exteriorização. É o ir para o mundo, a clareza mental, o movimento e o vigor para alcançar os nossos objetivos. Tal como a lua, os sonhos que até então ainda não eram visíveis, começam a ganhar forma.

O Quarto crescente está associado ao elemento ar, ao crescimento. É um momento de expansão e de inspiração para agir.

Corresponde à fase Pré-ovulatória ou fase folicular e tem como arquétipo da deusa a donzela. Nesta fase a nossa prática pode ser fluida, criativa. Deixa o teu corpo expressar-se pelo movimento e inspira-te!


LUA CHEIA

Nesta fase o brilho da Lua atinge o seu auge e traz consigo a energia da libertação. Estamos mais voltadas para fora, ficamos mais sociáveis e queremos partilhar. A libido aumenta, as águas do corpo ficam mais abundantes e ficamos mais flexíveis.

A Lua cheia está associada à plenitude, ao elemento Fogo. A energia da Lua cheia convida-nos a olhar novamente para os nossos planos e avaliar se ainda nos fazem sentido ou não.

Corresponde à fase de Ovulação do nosso ciclo (período fértil) e tem como arquétipo da deusa a mãe. Nesta fase a nossa prática pode ser mais dinâmica e mais fluida para libertares esse fogo interior e de trazeres luz às tuas sombras.


QUARTO MINGUANTE

O Quarto Minguante traz-nos de regresso a nós, voltando a nossa energia vital para o processo de interiorização. É um momento de reavaliarmos e abrirmos mão daquilo que não nos serve mais, de nos esvaziarmos, e sermos lavadas pelas águas curadoras da mãe natureza. Esta fase traz consigo cortes, desapegos e é um momento de libertação de padrões.

Esta fase está associada ao elemento água e a uma energia de regresso. No nosso ciclo menstrual corresponde à fase Pré-menstrual e tem como arquétipo a feiticeira. A prática de yoga pode ser suave, com foco no pranayama e no processo de deixar ir e libertar.


Boas práticas. Boas descobertas!
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